AINDA SOBRE O PORTUGUÊS DO LIVRO QUE O MEC ADOTOU : EU ESTOU P DA VIDA COM ESSE LIVRO

Quando encasqueto uma coisa na cabeça, e implico com algo que realmente me aborrece, é prá séculos sem fim. Amém.  E só por que a finalidade da minha teimosia é de sempre alertar  a consciência de alguém.
Dizem que não há nada mais perigoso que um bom conselho seguido de um mau exemplo. E analise bem direitinho que você vai ver que é verdade. Esse governo da presidenta Dilma se iniciou com um  chamado patriótico, muito bonito, poético e heróico: Venha ser um professor.Vocês lembram disso? Não lembram?! Foi um dia desses,gente. Ela começou a ser presidenta em janeiro,  ainda  estamos em maio. Passava isso direto na televisão. Lembraram?!
Agora pensem comigo: Como ser um professor feliz com um livro que tem o português contrário ao que você levou anos de vida aprendendo e se dedicando a ele? Quer dizer que você se moeu todinho em cima de anos de norma culta e de repente, num splish splash, surge o livro  POR UMA VIDA MELHOR (para quem?! Melhor para quem Pow? ) você vai destruir o seu conhecimento? Todos os seus lindos anos de dedicação à síntaxe ( e você até sabe ler esse peste desse x com som de z SIN TA ZE) vão para o beleléu?
 Minha gente, que conselho lindo " Venha ser um professor" seguido por um mau  exemplo: " de qualquer jeito, quando você bem aceitar que fazer crianças felizes, com  vidas melhores, é não só se envolver com o direito delas ao regionalismo, mas agora lendo com elas um plural muito do cafona e desonesto".
O conhecimento é perigoso. Ele tira o dominado de debaixo do pé daqueles que o dominam. A exemplo disso, sabemos que a igreja tentou manter a humanidade numa cegueira obediente e, quando o protestantismo eclodiu como libertação das retinas dizendo que Deus não cobrava caro pela salvação do homem, provando que as  diabices das 95 teses desmontadas por Lutero mantinham a humanidade presa  e infeliz,  o que aconteceu? A igreja fez sua linda lista de livros proibidos, a tal  index librorum proibitorum. Esta lista cresceu e cresceu e cresceu tanto que até 1948 ela  cercava vários tipos de óticas que pudessem formar a fé do homem em uma fé aliada da ciência, comungando  análise e senso crítico. Essa lista que trancafiava livros bons impedia que  os homens fossem  felizes em sociedade, felizes com um Deus perdoador. Eles eram condimentados, com os temperos  da ignorância, a serem OBEDIENTES e nada mais. Chamavam seus patrões de patrãozinho e às filhinhas dele, até um dia desses, num passado recente,  de sinhazinhas.
Poxa, 1948 foi um dia desses, cara.Papai já tinha nascido e já estava com 13 anos. Coitado  do meu  papai , não foi à escola , mas aos 13 anos já cortava cana  para enriquecer usineiros e tentar alimentar os 3 irmãos.
O que eu estou querendo dizer para alertar você, meu amado leitor, é que já ocorre uma intencionalidade , deliberada e sistematizada para nos "emburrecer" novamente, e isto sem  a folga de pelo menos 100 anos, ou seja, um século.  Não vamos sequer  substituir uma geração de inocentes por pelo menos duas gerações de críticos e analíticos? Pera aí, né? Não demora, e nós com essas caras de complacentes vamos ver nossos bons livros  queimados, como se fazia também na idade média.Quando fulaninhos conquistavam as terras de ciclaninhos e queimavam os livros para  que o conhecimento não sobrevivesse para a próxima geração e assim não se  tornasse a libertação do povo que fora derrotado e dominado.
Esses senadores e deputados que andam lá no congresso deveriam tomar uma boa dose de coragem na cara e se mexerem em  trajes de providências para o combate   deste atraso, por que se ficarem calados  é por que está na cara que eles têm muito medo que , num futuro bem próximo, os filhos deles percam em voz, capacidade e moral para os nossos.
Isto  começou com eles, os autores do livro e o governo, comendo o S , quando você menos esperar, comem todo o resto da ciência culta  e deixam para os nossos filhos alguns trechos de Fernando Pessoa ,quando  Álvaro de Campos, em Tabacaria:
 "Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada..."

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About Edilene Amaral

Edilene Ziza do Amaral,carioca doada para o estado da paraíba,filha de Dona Maria Ziza e Sr. José Amaral, mãe dos príncipes Sergio e Levi.Servidora pública do municipio de Sertãozinho-PB,Técnica de Enfermagem da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, leitora sempre curiosa, automaticamente uma escritora viciada.Sindicalista, filiada ao PMDB, eleitora enjoada e exigente, sem preferência e sem doença por candidatos malas. Não comprada por corruptos Quando escrevo poesias costumo assinar como como Domitila Belém.

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