José Rainha é preso novamente

 José Rainha Júnior foi preso hoje, em Presidente Prudente (SP), acusado de desviar recursos destinados a assentamentos.
A primeira prisão ocorreu no início dos anos 1990, quando Rainha foi acusado de ter participação nas mortes de um fazendeiro e de um policial militar, assassinados em 1989, em Pedro Canário, no Espírito Santo, Estado onde nasceu. Ele foi libertado para responder ao processo em liberdade e se mudou para o Estado de São Paulo. Levado a júri pelo crime, foi condenado a 26 anos de prisão, mas recorreu e, no segundo julgamento foi absolvido.
Já no Pontal do Paranapanema, extremo oeste paulista, José Rainha foi preso em flagrante em abril de 2002 por porte ilegal de arma. Ele foi parado numa blitz policial, em Euclides da Cunha Paulista, com uma espingarda calibre 12 escondida sob o banco do carro. Depois de dois meses, conseguiu um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O líder sem-terra voltou para a cadeia em abril de 2005, depois de ser condenado pela Justiça por furto qualificado durante a invasão de uma fazenda. Ele ficou 4 meses e 15 dias em penitenciárias do oeste paulista. Numa delas, em Presidente Bernardes, foi colocado na mesma ala em que estavam presos o traficante Fernandinho Beira-Mar e o líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos William Camacho, o Marcola.
Rainha Júnior tem também várias condenações por crimes relacionados à militância à frente dos sem-terra. Em março deste ano, foi condenado a 4 anos e 1 mês de prisão sob a acusação de ter liderado o saque de madeiras e equipamentos da Fazenda São João, invadida pelo MST em abril de 2000, em Teodoro Sampaio, no Pontal do Paranapanema. Na sentença, o juiz Fernando Salles Amaral considerou como agravante da pena o fato de Rainha ter utilizado pessoas "de pouca condição social" como "massa de manobra" para o cometimento dos crimes. Rainha entrou com recurso.
Desde que foi excluído dos quadros de lideranças do MST, há quatro anos, ele atua numa dissidência conhecida como MST da Base. Até sua prisão, Rainha controlava a maioria dos assentamentos e acampamentos de sem-terra no Pontal e nas regiões da Alta Paulista e Araçatuba. Em abril, no chamado abril vermelho - a jornada de lutas do MST - seus grupos invadiram 52 fazendas nessas regiões.
fonte : Paraná on line
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About Edilene Amaral

Edilene Ziza do Amaral,carioca doada para o estado da paraíba,filha de Dona Maria Ziza e Sr. José Amaral, mãe dos príncipes Sergio e Levi.Servidora pública do municipio de Sertãozinho-PB,Técnica de Enfermagem da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, leitora sempre curiosa, automaticamente uma escritora viciada.Sindicalista, filiada ao PMDB, eleitora enjoada e exigente, sem preferência e sem doença por candidatos malas. Não comprada por corruptos Quando escrevo poesias costumo assinar como como Domitila Belém.

1 comentários:

  1. Olá Edilene, olha eu aqui novamente!!!

    Interessante essa matéria do Rainha da ladroagem, aliás o MM Juíz Fernando Salles Amaral foi muito feliz na constatação de que existe o uso de pessoas humildes, inocentes e ignorantes nesse tipo de atividade que, inicialmente foi patrocinado pela igreja católica e, depois do Lula, passou a ser patrocinado pelo erário público. Pode parecer brincadeira mas é exatamente isso: Subvenção com o dinheiro público a atividade criminosa.

    Sem adentrar ao mérito, para não desencadear um debate profundo, temos que considerar que os "movimentos socias" e os "movimentos dos trabalhadores" (leia sindicatos) renderam se às beneces do poder perdendo o verdadeiro sentido de sua orígem e função. Hoje estas instituições se transformaram em fontes de renda lucro e riquezas aos seus gestores e diretos e a causa: BANDEIRA ESQUECIDA.

    Fica nossa torcida para que novas organizações possam emergir sem perder o foco, com a consciência e o sentido real da luta.

    (texto sem revisão para não ser perfeito...rss)

    Edilene esse nome faz a diferença!!!

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