A REALIDADE DO HOSPITAL DE TRAUMA: PÉSSIMA EQUIPE DE APOIO

Ontem chegamos ao hospital de Trauma quando já era quase uma hora da manhã.Berenice, minha prima, foi atropelada por uma motocicleta, e estava em estado crítico.
Assim que chegamos lá ela foi atendida, eu tive acesso ao guichê para preencher a ficha de admissão dela, e depois disso...Não a vi mais.
Logo na entrada do Hospital de Trauma fica um pessoal que usa uma jaquetinha azul que tem letras brancas nas costas: APOIO. Esse pessoal tem o trabalho de manter o hospital em ordem, ou seja, sem a obstrução dos parentes desesperados, até aí tudo bem...Mas nas várias horas que passei na entrada do hospital, desesperada, esperando saber sobre minha prima, vi e ouvi grosserias das mais diversas por parte de alguns desses agentes de apoio, e me senti indignada. Quando fui pedir a primeira informação sobre o estado de saúde dela , passava de uma hora da sua admissão, mas levei logo um tranca de um gaiato desses, que com a cara muito fechada disse : Ela chegou agora e a senhora quer o que?!
Do jeito que eu já estava de esfolar um vivo,depois de viajar por uma hora e meia ao lado de uma parente que perdia sangue, agonizava, respondi: O senhor ouviu eu dizendo que quero saber de algum paciente que chegou ontem?!Abra os seus olhos como fala comigo!!!
É aquele clima, gente! Onde você é obrigado a encarar servidores equivocados, com a grosseira a altura da deles,por que ou você age assim ou parece que você é um troço que fica jogado em alguma cadeira de plástico e o seu familiar um boneco de pau que foi levado para Gepeto organizar as peças. Humanização ZERO, logo na entrada?!
Por volta das 2:17 da manhã, venci a barreira do inferno, a tal equipe de apoio, e consegui falar com a assistente social, e graças a Deus fui muito bem recebida. Em seguida, a psicóloga de plantão nos atendeu com muita atenção. O problema se dá nesse grupo de apoio,por um surto de desequilíbrio que uma hora ou outra se instaura em alguns e ficam se achando o poder do mundo inteiro.
Solicito ao Senhor Governador do Estado da Paraíba que recicle o pessoal de apoio do Hospital de Trauma com cursos de humanização, por que colocar ordem em um hospital é completamente diferente de maltratar pacientes e familiares fragilizados. Vi com os meus olhos e ouvi com os meus ouvidos um paciente ser mandado para outro hospital, na maior grosseria do mundo, só por que o pobre homem não estava preparado psicologicamente para a dor que sentia e pedia enlouquecido por atendimento urgente, coisa que não aconteceu,por que havia pacientes mais graves. Acontece que este não é o tratamento humanizado. Sabemos que o papel do funcionário da saúde é tentar acalmar o paciente,explicar a situação real , e claro, que a dor gritante é urgente urgentissima. Por falta de sensibilidade o homem pediu um táxi e foi embora...Horas depois voltou com um familiar, e o técnico de enfermagem em alta voz disse: " Aqui você não entra mais , pode ir baixando a sua bola e ir embora, se vire!O médico já disse que não atenderá mais você!
Gostaria que o governador do estado colocasse no hospital de trauma um grupo de pessoas que supervisionam os funcionários, pois ali não está chegando bichos. Ali está chegando pessoas.Ou o governador faz isso, ou verá muitos furos de reportagens mostrando a desgraça que é o paraibano precisar ir até aquele local.
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About Edilene Amaral

Edilene Ziza do Amaral,carioca doada para o estado da paraíba,filha de Dona Maria Ziza e Sr. José Amaral, mãe dos príncipes Sergio e Levi.Servidora pública do municipio de Sertãozinho-PB,Técnica de Enfermagem da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, leitora sempre curiosa, automaticamente uma escritora viciada.Sindicalista, filiada ao PMDB, eleitora enjoada e exigente, sem preferência e sem doença por candidatos malas. Não comprada por corruptos Quando escrevo poesias costumo assinar como como Domitila Belém.

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