ITAMAR FRANCO: UM GRANDE HOMEM QUE SE MANTEVE SIMPLES


 Itamar chegou ao grande poder para prestar  serviço aos brasileiros,  mas não se permitiu sair de si. Tem   gente que, diferente de Itamar, deixa o poder subir acima da gola,e rodeia a cabeça com as folhas de  louro,para pousar com a  soberba da vitória. Itamar era um zelador do povo, mais digno dos ramos da oliveira.
  Tem gente que ,chegando ao poder , ultrapassa o limite da voz. Não apenas pelo tom usado, mas pelas muitas palavras desnecessárias e insanas que deveriam ser abortadas na caixa dois do silêncio: pensou errado, deixou calado. Itamar não foi um mineiro que falou pouco. Ele falou no tempo certo, com a boa e eficaz quantidade da sua  lucidez.
  Itamar não se utilizou do poder, mas deixou que o poder se utilizasse dele. Tem gente que se utiliza do poder e  não permite que o poder se utilize da sua condição de ser bom, justo e trabalhador.E o poder, por acaso,  é para fazer de alguém o fulano de tal ?! O poder é para dar base ao administrador servidor. Resumindo o que quero dizer sobre o verdadeiro papel do poder, busco no POCCC de Henri Fayol a nivelação perfeita entre a metafórica   gola  forte  e a  verdadeira calibragem que deve ter um  homem público:  Planejar, Organizar, Controlar, Coordenar e Comandar.
Essa coisa de falar bem de quem morre é um vício benigno, comum na história da humanidade.Na verdade deveríamos prestar mais homenagens às pessoas quando elas estão vivas, mas quando falamos bem de quem morre não estamos sendo hipócritas , não estamos ajustando os seus defeitos perante as suas qualidades para  perdoarmos   os seus  pecados, por que este julgamento pertence a Deus. Estamos somente  fixando para  os viventes o quanto  temos  de consciência sobre quem foi e o que fez a tal pessoa que morreu. Assim nos submetemos à nossa missão de   testemunhas de vidas .
  Itamar ficará na lembrança do povo brasileiro como o presidente do topete, aquele homem de rosto calmo. O homem que tinha força na gola,por que foi abaixo dela que ele manteve as vantagens do poder.
Antes de morrer, deixou claro que queria ser um corpo simples: coisa de quem dispensa as honras de chefe de estado, as nobrezas dos funerais para grandes políticos ; Queria ser um corpo levado ao barro,  sem perambular pelas cidades, sem pompa,sem muito alarde.  
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About Edilene Amaral

Edilene Ziza do Amaral,carioca doada para o estado da paraíba,filha de Dona Maria Ziza e Sr. José Amaral, mãe dos príncipes Sergio e Levi.Servidora pública do municipio de Sertãozinho-PB,Técnica de Enfermagem da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, leitora sempre curiosa, automaticamente uma escritora viciada.Sindicalista, filiada ao PMDB, eleitora enjoada e exigente, sem preferência e sem doença por candidatos malas. Não comprada por corruptos Quando escrevo poesias costumo assinar como como Domitila Belém.

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