SUCESSO A NOSSA PRIMEIRA AULA DO CURSINHO

 Agradeço de coração a presença dos vestibulandos na aula de hoje. Foi muito bom trabalhar Contos Negreiros, de Marcelino Freire com vocês. Obra que deu a Marcelino Freire o prêmio Jabuti.
  Num ritmo interdisciplinar, colocamos o canto II Solar dos Principes como nosso primeiro assunto. O tema é a realidade das diferenças entre a cor da pele e o ambiente onde moram as classes sociais O autor coloca, no conto Solar dos Príncipes, a dificuldade que as quatro personagens têm para conseguir realizar uma filmagem do cotidiano da classe média: no prédio moram os médicos, os advogados e toda a classe média...Só o síndico que não se encontra ( olha a crítica do Marcelino,heim).
 É visto o preconceito racial de cara, por que até o porteiro ( personagem antagonista:  contraria a personagem principal) que também é negro desconfia das quatro pessoas negras que chegam ao prédio...Ainda mais por que se dizem moradoras do Morro do Pavão. 
Há um momento muito importante na narrativa do Marcelino, quando o personagem principal ( o narrador) pula para o sonho de imaginar o documentário sendo exibido  nos festivais de cinema. Chamanos isto de ir e voltar de um pólo espacial a  outro, dentro do mesmo texto, de MOLDURA . O cara , o tal Marcelino escreve e muito bem .  Ele apronta o vai e vem do leitor dentro do conto. Ele faz o quadro que bem quer, e nós temos que "passear' pelo canto Solar dos Principes como se fizessemos uma tremenda excurssão em busca dos quadros que Marcelino emoldura.
Então: Neste conto temos um NARRADOR AUTODIEGÉTICO. O que vem a ser isto? Ele é narrador e personagem da história,  a personagem principal. AUTO ( EU) DIEGÉSE( A NARRAÇÃO DE UMA HISTÓRIA)
Podemos ver a descendência afro americanizada, presente no conto.  O estrangeirismo norte americano como dominante das opções até pelos nomes dos mais simples...das três personagens negras: Caroline( laine), Johnattan e Nicholson.
A religião também é citada como fonte do multiculturalismo presente  neste conto. Quem patrocina o documentário é um pai de santo, esta parte do conto nos mostra que  a cultura afro é presente, viva e imortal no Brasil.
Vimos também rimas no texto de Marcelino, e por isto entendemos por que ele fala que os seus contos são CANTOS. As rimas ricas foram apresentadas para a galera saber que fundido rima com vidro, e por não serem palavras da mesma classe gramatical, apesar de serem sintagmas nominais,  formam uma rima rica.
Não há metrificação, o verso contadinho.  O autor trabalha o conto em prosa, é por dentro das linhas que aqui e acolá vamos encotrar as rimas.
Para a intertextualização solicitei ao diretor Flaubert o Filme INVICTUS. Com pronto atendimento, o diretor  irá exibir hoje à tarde o filme para a galera e, com certeza,estaremos trabalhando O Apartheid como fonte de  conhecimento sobre o que o racismo é capaz de fazer contra  uma sociedade. 
Na próxima aula o assunto será Carlos Drummond , mas iniciaremos com o poema que forticou  Mandela , por que aos meus alunos digo que sejam mestres dos seus destinos:


“Fora da noite que me cobre
Negro como o poço de Pólo a Pólo
Agradeço a qualquer Deus, se algum acaso existe
Por minha alma inconquistável
nas garras das circunstâncias
Eu não vacilei e nem me ouviram chorar
Sob os golpes do acaso minha cabeça sangra mas permanece ereta
Além deste lugar de rancor e lágrimas
Somente o horror das sombras se anuncia
E mesmo a ameaça dos anos encontra, e há de encontrar-me, destemido
Não importa quão estreito o portão
Quão repleto de penas o verdicto
Eu sou o mestre do meu destino.
Eu sou o capitão de minha alma.”

Para o estudo da obra de Carlos Drummond , no próxino 08/10,espero que estejamos todos juntos e cada vez mais fortes.
Então? Deverzão de Casa?
O vídeo de Marcelino lendo Totonha

Beijinhos , Beijinhos

Até a próxima aula , pessoal
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About Edilene Amaral

Edilene Ziza do Amaral,carioca doada para o estado da paraíba,filha de Dona Maria Ziza e Sr. José Amaral, mãe dos príncipes Sergio e Levi.Servidora pública do municipio de Sertãozinho-PB,Técnica de Enfermagem da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, leitora sempre curiosa, automaticamente uma escritora viciada.Sindicalista, filiada ao PMDB, eleitora enjoada e exigente, sem preferência e sem doença por candidatos malas. Não comprada por corruptos Quando escrevo poesias costumo assinar como como Domitila Belém.

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