TEXTO DEDICADO AOS JUSTOS DO MEU PAÍS

Era uma vez, tudo ia muito bem, até que eu "conheci " Platão. E não gostei do cara, mas o meu professor estava pouco se lixando para eu sacodir o nome de um morto famoso nas grades das minhas críticas. O que  interessava ao meu professor não era o meu julgamento ao homem Platão, mas que eu demonstrasse ter  aprendido com a sabedoria do sabidão grego...E infelizmente, se eu não demonstrasse o entendimento para a sistematização que Platão aprontou para a educação, estaria" FREUD ID EGO SUPER EGO IDA" na prova de Filosofia da Educação.
Não gostava de Platão, por que entendia que  ele foi um separatista imediato. Ele dizia que todo rei deveria ser filósofo, e todo filósofo deveria ser rei. Isto para a  minha cabecinha, socialista e jacobina, era como ver um assessor bajulador nos apresentando um rei bem ranzinza ,com a cara de malvado, colocando os analfabetos no inferno da escravidão. Odiei essa arrogância de Platão. Dei ares de rabissaca às palavras dele. Fugindo da importância de desossar a intenção do pensador, fui esbarrar nos bufetes que poderia dar no filósofo aristocrata , por isto pesquisei sua vidinha de cabo a rabo,e a rabo mesmo. Era grandão, mas tinha a voz fina ( e eu toda antipática: Hummmm! Só quer ser o tal, mas ó só que contraste!).O bicho era mais para plagiador de Sócrates(que não escreveu nadica) que para grande mestre, mas tinha sangue do grande legislador Solon, o poder de influência de uma família abastada e política.O bicho era o cisne do sonho que Sócrates teve. Parei de pesquisar, até os meus ossos já estavam com abuso dos ossos de Platão . E tinha mais uma... Se até Sócrates gostou de Platão da Silva Sauro como danado eu venceria o maldito separatista? Mesmo pausadas as pesquisas, a coisa esquentou o debate entre aluna e professor. Perecotecos tecos tecos no bate e rebate on line , e tal e coisa e coisa e tal, até outro professor filósofo, Luciano, veio ser o mediador do spider fox film da UFPB : EDILENE X PLATÃO X LUIZ GONZAGA . Virou rixa , eu e  Platão não estávamos muito amigos. O professor que, nunca fez a defesa de um ou de outro, deixou-nos de banda, seguindo os ensinos  com outros assuntos.
A rixa piorou quando eu soube que o infeliz não aceitava em sua academia quem não sabia matemática. Mas olha só...Eu que sempre acreditei que as medidas de tudo dependem das explicações das letras, e nunca entendi bolhufas sobre matrizes e equações ,enquanto não lia e relia  bem direitinho as fórmulas, senti vontade de arrochar os ovos ( já engolidos pela terra) desse peste morto há séculos. Começou o segundo tempo da minha implicância com Platão, mas...Na prova eu ia de acordo com as regras (e eu sou besta?), queria os meus pontos, marcava X a X , com "idolatria platônica"  conseguia excelentes notas, mas sentia-me uma tremenda hipócrita, por que as normas dos acertos, nas provas que trazem  questões do modelo marque o "certo" ou "errado," não nos permitem lançar as nossas opiniões. Voltava prá casa com boa nota, mas bufando, por que era forçada a quase amar o separatista.
Os dias passaram, paguei minha cadeira com uma excelente média. Fiquei super amiga do meu teacher,mas não livrei-me de Platão, ele  estava atravessado na minha garganta.
Hoje entendo os motivos do filósofo grego, e reconheço que ele foi um gênio. O que ele queria dizer era que a sabedoria tinha que ser organizada, sistematizada, e que  deveria ser treinada para mais adiante ser utilizada. Um governante precisa de sabedoria para  fazer, com muito cuidado, uma cidade justa. E a matemática? Ele queria pessoas preparadas para que todas as belas idéias do rei virassem a verdade, a construção. Os matemáticos eram pessoas capacitadas para cuidar da vida continental e  marítima do povo grego, cuidar da economia.
O meu professor nunca falou sobre essas coisas, por que ele sabia que nada em Filosofia está longe da atualidade, sabia que eu descobriria os porquês dos grandes pensadores, e descobriria sentindo na  minha própria pele. 
O importante trabalho da Filosofia é deixar que as dúvidas construam o  potencial das investigações, e que as investigações sejam transformadas em realidades que desmentem a falsa oratória dos injustos ( friso meu). A Filosofia não entrega ao cidadão algo que ele já possui. Ela dá um sacode para que o camarada acorde e comece a fazer uso do seu potencial.
O que faz um rei sem conhecimento? Uma cidade injusta. O que é uma cidade injusta? É uma terra de desigualdades, onde há  miséria para o povo e  riquezas para o rei e os seus "bons matemáticos". O que faz um mau aplicador de pesos e medidas ? Trabalha com uma matemática favorável para si e para o rei, mas para o povo  comete estragos violentos. Atira o dinheiro onde bem quer, sem medir o quanto deve aplicar e o quanto deve guardar.
Quando conquistamos uma  interação no espaço do nosso eu ideal, onde moram todos os nossos sonhos que podem ser realizados, estamos convivendo com o que conhecemos de nós mesmos e com o que pretendemos fazer com nós mesmos.
Em tempos adversos aos nossos sonhos não devemos entregar os pontos, mas  devemos prescrever a dieta da observação. A parte evolutiva da sabedoria de um sonhador seleciona as colunas do construto buscando fomentos nas  cenas da vida real.
As questões que nos atropelam não devem ser deixadas no baú do DANE-SE, pois, ao contrário do que se pensa , a fuga à realidade não é sinal de solução, não é sinal de sabedoria, não vai dar voz às melhoras. 
Precisamos dos reis-filósofos.E não que sejam filósofos que estudaram a Filosofia. Falo dos reis que  conhecem o  povo e  sabem resolver as  necessidades do povo. Falo dos reis que respeitam  as  leis e   são atentos aos valores humanos Precisamos  urgentemente  de cidadãos matematicamente corretos. Não falo apenas dos formados em matemática,mas dos que entendem que milhões de reais que foram para  as mansões e fazendas do reinado do "beleléu", se tivessem  sido aplicados de acordo com a lei, teriam feito cômodos institucionais ,para que a dignidade da  sociedade pudesse descansar, num contexto social organizado.
E agora José e Maria? Vocês estão sempre aqui no Olho de Mulher, por que querem saber a verdade, certo? A verdade urgente e urgentíssima é que precisamos montar a cidade justa. 
Três perguntas formam a trindade dos alicerces para alguém que tem responsabilidade com  o sonho de fazer uma cidade justa:   O que está havendo? Onde está errado ? Como melhorar?
Dedico este texto aos justos do meu país , e peço a todos que, sendo homens públicos ou  cidadãos, façam uso da sabedoria de Platão, pois hoje sei que ele organizou a única coisa que nos tirará da pobreza : a educação que dá a melhor visão e que tem as soluções para qualquer que seja a causa.
Para os injustos dedico a lição moral, e ainda bem que aprenderam algo aqui no blog... Mas, os injustos não receberão  sequer  a esmola do meu olhar, porém,  não será por estar olhando os justos que darei aos injustos a  riqueza do meu silêncio!
Sempre digo: Comece por Platão e termine fazendo boas  prestações de contas!
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About Edilene Amaral

Edilene Ziza do Amaral,carioca doada para o estado da paraíba,filha de Dona Maria Ziza e Sr. José Amaral, mãe dos príncipes Sergio e Levi.Servidora pública do municipio de Sertãozinho-PB,Técnica de Enfermagem da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, leitora sempre curiosa, automaticamente uma escritora viciada.Sindicalista, filiada ao PMDB, eleitora enjoada e exigente, sem preferência e sem doença por candidatos malas. Não comprada por corruptos Quando escrevo poesias costumo assinar como como Domitila Belém.

2 comentários:

  1. Sensacional, faço questão de repassar aos meus amigos e leitores, excelente reflexão para bons entendedores, quem tem dificuldade de conectar os neurônios que corra atrás e aprenda a valorizar o conhecimento.

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  2. Obrigada pela atenção, amiga.
    Você sempre carinhosa, antenada e justa.
    Bjs

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