ATÉ AS CRIANÇAS MUDAM O DISCURSO NA HORA DA NECESSIDADE




Você não nasceu para falar com o espelho, mas para falar com o seu semelhante,  por ter  necessidade de ser acompanhado, entendido e atendido. Foi com necessidade de ser  parte da compreensão do outro que o indivíduo  foi dando nome aos semelhantes, aos objetos, aos sentimentos e aos atos, para explicar os fatos. O tempo passou , passou e o homem inventou a gramática que abrigou os adjuntos adnominais, para que as fofocas ficassem perfeitas.( risos)
O iluminista   percebeu isso bem antes desse papo que estou deixando aqui para você “As línguas formam-se naturalmente segundo as necessidades dos homens; elas transformam-se e se alteram segundo as transformações dessas mesmas necessidades. (ROUSSEAU)
Toda necessidade mais cedo ou mais tarde será mãe de algumas invenções, e isto também acontece com a linguagem. Nosso léxico está aberto às novas palavras, sinta-se à vontade para enriquecer o nosso dicionário, lembrando que as situações sempre comandarão os gêneros e a gramática vai dar uma tremenda olhada de banda para as esquisitices. 
Como é  o contexto que tem a senha da interação ,a situação é que faz o gênero, até as crianças mudam o discurso na hora de conquistar suas vontades. Foi pensando estar perdida e/ou abandonada, quando a mãe brincava de esconde esconde e desaparecia da sua vista que Marina, com menos de 2 anos de corpo ( não sei quantos de espírito), trocou a sucessão dos chamados mamãe , mamãe, mamãe por Miena Miena Miena , chamando da melhor maneira possível  o nome próprio da sua mãe: Milena.
De onde Marina tirou essa idéia dá até para dizer que foi vendo a mãe ser  atenciosa aos chamados dos adultos que sabem dizer o nome Milena. Mas... como foi que Marina processou várias vezes a palavra mamãe e, principalmente, como foi que ela processou  a troca mamãe por Miena é o que a ciência anda louquinha para explicar e eu louquinha para registrar o dia em que um cientista conseguirá isso. Quando alguém explicar tal coisa, pode deixar que eu conto nos minimos detalhes para vocês.
O gerativista Noam Chomsky dedicou o seu tempo aos estudos da internalização da linguagem. Noam fez e aconteceu com a montagem da gramaticalidade,  mas não encontrou as respostas para uma pergunta específica "Como o homem consegue processar o que quer dizer? O cara foi bom, deu grande contribuição ao estudo da Linguistica,danou-se de mundo a dentro com psicolinguistica e sintaxe. Estudou muito sobre o cérebro humano,  mas não fechou diagnóstico para o processamento da  "nossa caixa preta"...De onde vem os recursos da nossa inteligência falante ? Qual botão é acionado para pensar, falar e calar ? Mistério...Muito mistério.
Queridos, se Deus não está em Marina  que é uma criança doce e inocente, onde Ele poderia estar? Ah, para de ter tantas  dúvidas ô...Marina tem a competência da linguagem, mas o uso da sabedoria, utilizada como recurso de socorro foi o que fez ela " maquinar " uma troca de verbetes. Isto é uma coisa que o homem  explica como observador externo, voltando os olhos para o convívio social., mas não explica como fator interno, se não aceitar a existência de Deus. Para pensar melhor no assunto, fique com a frase de Santo Tomás:
"É evidente que somente as criaturas intelectuais são, falando propriamente, à imagem de Deus".

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About Edilene Amaral

Edilene Ziza do Amaral,carioca doada para o estado da paraíba,filha de Dona Maria Ziza e Sr. José Amaral, mãe dos príncipes Sergio e Levi.Servidora pública do municipio de Sertãozinho-PB,Técnica de Enfermagem da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, leitora sempre curiosa, automaticamente uma escritora viciada.Sindicalista, filiada ao PMDB, eleitora enjoada e exigente, sem preferência e sem doença por candidatos malas. Não comprada por corruptos Quando escrevo poesias costumo assinar como como Domitila Belém.

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