E A CARRAPATADA ESTÁ TOMANDO CONTA DE SERTÂOZINHO




 Engraçado... lembro que certa vez  a vigilância sanitária esteve na cozinha do PSF e jogou fora um pedaço de carne de charque(boazinha e bem embalada), e um recipiente de óleo de soja(em perfeito estado para o consumo e dentro do prazo de validade) que eram meus,  sem dar a menor satisfação e sem dar em alguns questionamentos por que eu estava em Guarabira . À  época eu e Rose não tínhamos dinheiro sobrando para comprarmos o nosso almoço, e nos virávamos como podíamos, depois que o prefeito suspendeu a alimentação que era servida na casa da saúde. Então , quando o posto médico era fechado no horário do almoço, os que tinham um salário melhor conseguiam almoçar nos restaurantes, mas nós  fazíamos miojo, lanchávamos  iogurte com biscoitos , qualquer pequena quantia de proteínas para enganarmos, cada uma  o próprio estômago e conseguirmos trabalhar à tarde. Certa vez  combinamos de jogar uma charque no arroz...Quando voltei de Guarabira, época em que eu levava o material  da coleta de exames fisiológicos  para ser analisado no Hospital Regional , estava vendo bolinhas pretas de tanta fome e com o pensamento no arroz com charque, mas encontrei Rose triste e a geladeira vazia, a charque e o óleo sumiram, foram jogados fora , por ordem de Dona Márcia Mousinho que comprava muitos botijões de gás ,ao ponto de ter que ir prestar contas sobre isto na câmara municipal, mas que era extremamente econômica quando o assunto era a nossa fome. Olhei para a parede da cozinha e lá estava um papel proibindo que nós usássemos o fogão , documento datado e assinado pela secretária da saúde.Fiquei chateada, mas o lance era negociar,  então fui ter com Dona Márcia  e pedi para usarmos o fogão  da casa do  PSF, pois a  casa  ainda estava alugada e com todos os móveis dentro, inclusive o fogão. A  secretária nos deu  a palavra que nos daria a chave,e que tudo bem,poderíamos comprar os ingredientes e  fazer nossa alimentação na casa do PSF, mas  no dia seguinte ela se quebrou da palavra e nós nunca vimos a chave da casa... Foram tempos de muita humilhação e fome mesmo, até que um mal sempre  faz um bem e eu fui transferida para a zona rural, por perseguição, mas com horário corrido, não por sensibilidade à minha causa ou a de outros servidores, mas porque o carro locado para a zona rural, se fizer mais duas viagens ,ida e volta   cumprindo o horário do  almoço, fica mais caro...
O horário corrido facilitou-me almoçar às 14 horas, quando chegava em casa . Rose, que também nunca foi amada nem uma das servidoras mais queridas porque tem aquele jeitão dela de ir ao trabalho, mas de não babar ninguém,  foi se virando sem fogão, sem  mim e sem miojo, como podia.
Hoje a vigilância sanitária do município não tem como abater a peste de carrapatos que invade até os prédios públicos? Estive em uma casa esta semana, nas imediações da Rua Nossa Senhora de Fátima e quando olhei vi um carrapato subindo a parede...A coitada da dona da casa ficou sem jeito, pedindo desculpas, e disse que eu não achasse que a casa dela é suja, pois além de ela não criar animais, segundo ela  até no prédio da câmara apareceu carrapatos esta semana...O pior é que tem gente beijando no rosto de certa pessoa , mas colocando  a culpa nos cachorros dela, pessoa que mora perto da câmara. Agora danado é que eu nunca ouvi dizer que carrapato tem asas e voa,pois da câmara para a Rua Nossa Senhora de Fátima éuma distância considerável, e os carrapatos dos mesmos hospedeiros,  cachorros doméstico e presos, devem estar viajando de trem bala .
Será que  grande número de gado ou cavalos  passaram há pouco na zona urbana  sertãozinhense? Teria algo a ver com peste sazonal? Será que está acontecendo o aumento de certa população de animais de rua que estão infestados? Não sabemos...Estas  perguntas devem servir como primeiro passo investigativo daqueles que têm conhecimentos plruridisciplinar e veterinário e,  se  propuseram a  fazer saúde com qualidade para o sertãozinhense.
Onde anda a vigilância sanitária que joga fora comida de excelente qualidade para o consumo ,  mas não faz um trabalho  de busca aos hospedeiros , seguindo os itinerários distintos das  fômites? Ai ai ai...É muito descaso com a fome dos mais pobres e com o sangue dos menos esclarecidos , meus amigos!
Não, senhoras e senhores, a busca não é da responsabilidade da câmara municipal...Verdadeiramente é  da responsabilidade da secretaria da saúde!
Peço desculpas aos   meus leitores sobre certa linguagem científica que uso em  alguns dos meus textos, fato que atrapalha a clareza,por não serem palavras  do uso comum, porém, são necessárias quando direcionadas ao público que trabalha em saúde. O  termo fômites significa objetos sem vida , mas que servem como local de contaminação.Exemplo:  mesa, carro,  colchão,  paredes,  portas.Tudo o que pode ser contaminado por protozoários ou outros agentes biológicos. Sazonal é quando algo ocorre em determinada época, nunca de maneira continuada.Por exemplo, algumas doenças são específicas da época do inverno, alguns produtos agrícolas são específicos de determinada época do ano. Por isto em alguns textos vocês poderão encontrar doenças sazonais ou produtos sazonais, ok? Ficarão por dentro e sacando a paradinha,  sabendo que são doenças e produtos que não ocorrem durante o ano todo, tão pouco sobre a influência de qualquer clima.
 Espero que vocês entendam que não estou sendo arrogante quando escrevo certas coisas "diferentes", e desejo que aproveitem a aprendizagem e  fiquem feras em tudo o que eu puder ajudá-los, pois, não desejo que estudem somente para as provas e também  não desejo que  estejam distantes das linguagens específicas,sejam sempre curiosos.  Estudem para a vida e fiquem sempre próximos do conhecimento, pois é a única coisa que ninguém poderá roubar de vocês!
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About Edilene Amaral

Edilene Ziza do Amaral,carioca doada para o estado da paraíba,filha de Dona Maria Ziza e Sr. José Amaral, mãe dos príncipes Sergio e Levi.Servidora pública do municipio de Sertãozinho-PB,Técnica de Enfermagem da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, leitora sempre curiosa, automaticamente uma escritora viciada.Sindicalista, filiada ao PMDB, eleitora enjoada e exigente, sem preferência e sem doença por candidatos malas. Não comprada por corruptos Quando escrevo poesias costumo assinar como como Domitila Belém.

1 comentários:

  1. amiga esta vigilancia sanitaria e um farça poi e a carme que que apopulação comsumir porque elha não vestiga o matadouro da cidade esta secretaria não saber o que vigilançia elha so saber e ganha dinhiro publico

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