A PREFEITURA DE SERTÃOZINHO NÃO PODE DOAR PARTE DA PRAÇA PARA A IGREJA

Caros amigos e amigas,


Algumas vezes saio do campo e  prefiro  me manter na arquibancada, depois de ter dado uns chutes fingindo que não entendo nada do jogo, e fico só olhando como se comportam artilheiros e zagueiros de ambos os times, e o que "as torcidas" falam sobre a partida. Fico assim em razão das muitas coisas que fazem comigo, pois  elas sintetizam a ingratidão que recebo como pagamento, e as porcarias que sofro por conta de quem não quer aceitar o meu gosto de repassar conhecimentos( mas o passado já se foi)... Acontece, amigos e amigas, que este espírito inviolável com o qual Deus me presenteou não é covarde, e se eu o deixasse calado, no mundo dos mortais, me traria imensos lucros em várias áreas, inclusive na área familiar, mas ele é tão maior que eu que se me calo diante de certas coisas parece que o mar mora dentro de mim.  E o pior é que quando faço silêncio e Deus vira força de mar dentro de mim  parece que  tento guerrilhar com um anjo, para violar a criatura que sou , a criatura feita por Deus. Como vou sobreviver lutando contra a tamanha Força que ninguém consegue conter? Estenda-se em minhas letras, Senhor, e se vier ingratidões e castigos, não morrerei porque  a guerra é sua:
Sertãozinho vai ser palco de um projeto que não tem suporte legal para cruzar os batentes da câmara municipal? Carissímos leitores e carissímas leitoras, refiro-me à ampliação da igreja Nossa Senhora da Conceição. A praça Frei Damião é patrimônio  público, já consumado como tal, já existente, um patrimônio que recebeu investimentos públicos e que, portanto, é do povo e ao povo pertence. Como poderá o poder executivo, através da prefeita Marcia Mousinho, ceder parte desta praça para que a igreja seja ampliada? De maneira alguma.  E por que não? Porque Marcia é malvada ? Não, porque nem ela nem  nenhuma autoridade está apta a doar qualquer bem público para construção de igrejas. O legislador, ou seu excelente assessor com conhecimentos de redação, foi muito atento quando proibiu que o poder público ousasse ter  ligações com  as contruções dos templos religiosos. A palavra poderosa que cerca todos os bens do Estado e os tornam proibidos de se ligarem às construções dos templos é SUBVENCIONAR. E o que vem a ser o significado desta palavra  que está diretamente ligada ao texto constitucional que se refere ao assunto abordado? Concessão de dinheiro, ou qualquer vantagem feita por qualquer esfera governamental para estimular a cosntrução dos templos. 
 Mesmo que para a sociedade os templos sejam considerados como prédios de nobre contribuição para a educação religiosa, cultural e filosófica do indivíduo, há que se ponderar para observação de  coisas muito importantes:
A prefeita Márcia Mousinho tem condições de levar adiante a doação de parte da praça? Só de uma maneira e, mesmo assim, uma maneira muito perigosa. Ela teria condições de levar o projeto da doação do terreno da praça  adiante, por estar revestida de autoridade executora e ,consequentemente, fazer uso de uma prerrogativa que é  a famosa  pose de violão sem braço: O princípio da Presunção da Legitimidade, também citado Princípio da Veracidade. É tipo saber e fingir que não sabe que o ato é ilegal, ou realmente não saber sobre o assunto da ilegalidade e colocar o vicio em ação.
E? O que vem a ser este Princípio da Presunção da Legitimidade? É uma prerrogativa que  por instantes "intitula" um ato administrativo como sendo LEGAL até que haja provas de que este ato administrativo não é LEGAL.Sendo a administração pública limitada a só praticar o que está na lei( Princípio da Legalidade) , o ônus da prova que derruba o ato administrativo que se levantou pelas pernas do Princípio da Presunção da Legitimidade pertence a quem tem o conhecimento da sua ilegalidade.Nesta situação,qualquer cidadão é parte legítima para provocar a apreciação do judiciário em relação ao texto da CF:

 Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:  
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;

Então? Caros amigos e amigas, a prefeita cairia no buraco da improbidade administrativa? Sim, se ela se meter nessse projeto, ela vai praticar o mal a si mesma e creiam que não faltará quem instigue isso. Se a câmara ousar discutir este projeto será mais uma vez um grande mico, pois não há fundamentação legal sequer para ser um projeto discutido. Sendo assim,  uma vez que já é proibido por lei, cabe ao presidente da câmara com base na CF explicar que não cabe ao poder legislativo contrariar o texto  do Art.19.
O que se pode fazer? Dobrar o papel do projeto e dar o assunto por encerrado ou crescer a igreja para o lado que não seja o da Praça?..A igreja pode negociar com os fiéis e deve  se esta for a única solução,mas com a administração pública não pode vender, trocar, receber, doar. Devemos criar movimentos como se fossemos guerrilheiros e apontarmos defeitos para o sonho da comunidade católica? Também não, pois o sacerdote, os irmãos da igreja, os grupos religiosos, todas as pessoas merecem respeito. Devemos levar o assunto para o campo político e criticarmos a prefeita ou os vereadores como se eles agissem contrários à fé e ao respeito a Deus? Também não, queridos amigos e amigas, porque o poder deles é terreno, e os seus pensamentos religiosos  não lhes permitem ultrapassar o que a Constituinte prescreve. O que devemos fazer é conscientizar a população com muita educação, compreendermos que todas as coisas devem ser feitas com ordem e decência, aceitarmos o tempo de Deus .Quem vai ter forças para mudar o tempo que Ele quer?  Ele não irá faltar a nenhuma reunião para a qual for chamado, estará conosco em qualquer local. Mais tempo, mais pensamento, várias ideias e tenho certeza que surgirá uma boa solução.
Deixo as palavras de Jesus para vocês refletirem : 
Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo.”
(Mt 12: 5)


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About Edilene Amaral

Edilene Ziza do Amaral,carioca doada para o estado da paraíba,filha de Dona Maria Ziza e Sr. José Amaral, mãe dos príncipes Sergio e Levi.Servidora pública do municipio de Sertãozinho-PB,Técnica de Enfermagem da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, leitora sempre curiosa, automaticamente uma escritora viciada.Sindicalista, filiada ao PMDB, eleitora enjoada e exigente, sem preferência e sem doença por candidatos malas. Não comprada por corruptos Quando escrevo poesias costumo assinar como como Domitila Belém.

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