PREFEITO TRABALHADOR JUNTA GRUDE NO MERCADO PÚBLICO, ABRE BURACO E DEIXA PARA OS INSETOS E ENFEITA A BIBLIOTECA COM MATO


 Outro cordel desencantado...
Eu não boto rasinho...Pode mergulhar também, senhor vereador.  Eu sei que o senhor é meu leitor rs rs !

                                    ( não é a Disney, é a casa do prefeito de Belém-PB)


Você que mora em Belém
Não sei se ouviu falar
Uma boca arregaçada
No som do alto-falante
Um cara a comemorar
A vitória de Betânea
 E também de Edgard
Na maior das baboseiras
Soltou língua e estribeiras
Era de impressionar
Chamar o cara de prefeito
Eu até que a isto aceito,
Mas dizer trabalhador?!
Papai Noel também trabalha
Na terra do ho ho ho

Vai catar coquinho,
Homem do falar exagerado
Nem pra espantar a fome
Vale ser desenfreado
Sem o valor da verdade
Nada pode ser bonito
Nada é aproveitado
Meu ouvido não é pinico
Meu juízo não é lesado
Chamar de trabalhador
Um homem que é amarrado?
Que não investe em cultura
Não alavanca o esporte
Tudo fica em sepultura
Não constrói nada no sul
Não doa um terreno ao norte
Só sobe os olhos ao leste
No céu limpo do agreste
Pra rir com todo egoísmo
Violou o heliocentrismo:
Achou pouco ter o sol
Nascendo em sua mansão
Clareou a bicha toda
Com plus de iluminação .
Muito pisca natalino
Muita chanfra pra retina
Nesta terra sem quinhão
Pra Mãe Chica e Pai Preto
Pra menino sem prefeito
Pra menina sem futuro
Que já sabe onde é o muro
Da mentira de um pulo
... Ho ho ho...
Trabalhar não é fingir
Não é boiar dentro de carro
Nem corar em gabinete
Nem beber soltando escarro
Nem soltar os seus foguetes
Assoviando pros  escravos...
Trabalhar, bajulador,
É arregaçar as mangas
Plantar casa onde não tem
Fazer bem feitinho o bem
Onde abrir tem que  tapar
Pra não deixar como  fez
 Bem  pertinho de  Zaru
Que tem cobra  e cururu
Barata e escorpião
Disputando com o Tatu
O buraco do lixão.
Trabalhar, equivocado,
É limpar nosso mercado
Passar tinta nas paredes
Jogar água no seu chão
Pois lá tudo é sujeira
Do piso à  cumeeira
O tom é a  cor do grude
Quem vai lá não se ilude
Lembra nem que aquilo foi
Nosso antigo Mercanclube
Hoje é só resto de boi...
É pele, pelanca e osso
O banheiro fede a insosso
E catinga por catinga
Entre o manjericão
Espremido em brilhantina
Antes fosse o banheiro
Lavado com creolina.

Palco de bons carnavais
Ah! Mercadinho saudoso
Tempos que não voltam mais
Onde moça e rapaz
Brincavam com tanto gozo
Jogavam a serpentina
Com frevo animavam a festa
Tinha sempre uma orquestra
Festejando com Belém
Hoje o mercado é grude
E eu nem sei quem na saúde
Faz vigília à solitária...
Aquela coisa já merece
Banho de água sanitária.

Ho ho ho...
Ô moço trabalhador
Faz pena botar olhado
Mas a Gata Borralheira
Não tira o olho do gado
E abre o olho do mundo
Não vi  na  bela  jardineira
 Em frente  à  biblioteca
Nada maia, nada asteca
Nem um pezinho de flor
Nada que tivesse cor
Nada que se pega e cheira
Nem galho de trepadeira
Nem fulô de mussambê
Tussa eu, tussa você
 Aquilo não é remédio
Nem sequer artesanato
E, pra matar o seu tédio,
Digo rindo satisfeita
Como a cobra e lambo o prato
O cabra  trabalhador
Zela o bem criando mato.












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About Edilene Amaral

Edilene Ziza do Amaral,carioca doada para o estado da paraíba,filha de Dona Maria Ziza e Sr. José Amaral, mãe dos príncipes Sergio e Levi.Servidora pública do municipio de Sertãozinho-PB,Técnica de Enfermagem da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, leitora sempre curiosa, automaticamente uma escritora viciada.Sindicalista, filiada ao PMDB, eleitora enjoada e exigente, sem preferência e sem doença por candidatos malas. Não comprada por corruptos Quando escrevo poesias costumo assinar como como Domitila Belém.

1 comentários:

  1. Essa decoração é bem brega, poderia ser de bom gosto, pelo menos!
    Parabéns, pelo blog!

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