QUENTINHA DIRETO DO FORNO DO CANCÃO



Não queria ser chamado de homem
Se eu não honrasse mandato
Não queria ser prefeito...
Se não desse o fino trato
Que merece o servidor
Que merece  o cidadão
Em dia comum ou de festa
Podia dar a moléstia
Não me sentiria vereador
Se não soubesse dar valor
A liberdade que devo
Defender com todo apreço
Para o nobre  eleitor.

Quem porra já ouviu dizer
Quem gota ouviu falar
Que a doença de Edgard 
Sem causa de bactéria
Sem toxina  de vírus
(Só doidice da matéria)
Deve mesmo  se espalhar?

Eu? Euzinha? 
Se eu vestisse uma cueca?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Seria o pênis em pessoa

Cabeça doida e soltinha
Só fazendo coisa  boa
Não seria uma panqueca
Virada por mão à toa...

Nunca, nunquinha mesmo...
Eu iria buscar eleitor
Na mesa do adversário
Porque a tal liberdade
Que eu li no dicionário
Se aplica a todo homem
Calmo ou revolucionário.
Eu? 
Se eu fosse o mais votado
Da casa Adauto Pessoa?
Pode crer...
Apesar de vaidoso
Além dos sapatos bonitos
Da barba limpa, caprichada
Do perfuminho cheiroso
E da camisa listrada
Do lindo relógio no pulso
E do cabelo grisalho-avulso...
Eu seria muito eu
Muito firme,
Muito simples...
Não seria a canoa
Que atravessou no Cancão
Pra buscar um bom amigo
Que é bacana e enxerido
Contente e conversador
Só porque ele estava
Lá na mesa do doutor.
Oxent! 
Só por eu estar perto 
Do prefeito inseguro?
Que ouviu a minha voz
E deu um emprego ao cara?
Eu? Iria porra nenhuma...
Nem mesmo se eu perdesse 
o couro  da minha vara!

Ele que é o ditador
Ele que é prefeito  fraco
Fosse lá, pulasse o "muro"
Trouxesse na marra ou no papo
Fosse bem elegantinho
Ou fizesse um barraco...

Eu? Iria nada, macho!
Preferia mil vezes mil
Pagar o preço da dispensa
Ver a vaga ser puxada
Criar guerra bem travada
Pra manter o meu respeito.

Eleitor meu?
Homem ,  seria livre!
Teria gosto em tudo
Seria respeitadíssimo
Pela confiança em mim
E ai de quem ameaçasse
Tirar o seu pão da mesa
                                                        Dar ao seu emprego um fim...
Olha, a boa gentileza
De quem honra ao eleitor
É ser duro troncador
                                                          (Bem mais forte que o  Hulk)
                                                                                                           
                                                             Ser dono do seu  barulho
Defensor das suas  causas
Sem falsidade
Sem truque.

Quem tiver a dor no peito
Que cure com agrião
Ou leia Pneumotórax
Se em dia do Brasil 
Não entender de emoção
Que dance um tango argentino
Que leia o  Manuel 
Interprete  o bom   Bandeira
Eu despreocupada estou
Sei que de toda maneira
Passa boi, passa boiada,
Passa o tempo e a história
Dessa gente vigiada...
Que conversa com o doutor.
Quem for fraco?
Que tussa e escarre o beijo
Que encoste o seu desejo
Nas patas do satanás
Quem tiver vaga de emprego 
Passando a liberdade pra trás
Vá guerrilhar contra os anjos
E sem  a poesia de Augusto
Vá dar ordens  aos arcanjos
Pra cair sem  o usufruto
Da bondosa sensatez
Passa boi
Passa boiada
Passa tudo de uma vez...
Passa a vaca
 E a vaga assombrada
E que pie o Cancão 
Com a bula do seu chiado.
Santo Antônio já tem festa
Com o povo e  Zé Ronaldo
Mas quem conta para mim
Quanto vale o Efraim
De apoio para apoio
De miudo a  miudim...?

Com xote, baião e forró
Aprendi com a minha vó
Que o silêncio é desaforo
Quem muda a pancada do bumbo 
Também dá pra cobra o couro
Mas quando o silêncio é prata
A palavra vale ouro.


Com a  receita bilingue
O pão brasileiro é francês
E eu juro pra vocês
Xaxado é sem violão
Violeiro é cantador
Lá  na Rua do Cancão
Ninho de Mané Batista
Nem o galo perde a crista
Nem o pio perde o tom
Amanhã é outro dia...
O galo vai cantar cedo
Abra a mala e solte o som
Vem Duquinha, vem sem medo!
Vem gritar as raparigas
Catucar  autoridades
E respeitar  a puliça...
Tudo fica em família
Nunca vai virar "mundiça"

















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About Edilene Amaral

Edilene Ziza do Amaral,carioca doada para o estado da paraíba,filha de Dona Maria Ziza e Sr. José Amaral, mãe dos príncipes Sergio e Levi.Servidora pública do municipio de Sertãozinho-PB,Técnica de Enfermagem da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, leitora sempre curiosa, automaticamente uma escritora viciada.Sindicalista, filiada ao PMDB, eleitora enjoada e exigente, sem preferência e sem doença por candidatos malas. Não comprada por corruptos Quando escrevo poesias costumo assinar como como Domitila Belém.

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